Abate de bovinos é o menor desde 2011, qual o motivo?

| IBGE


Foto Divulgação.

No 2º trimestre de 2021, foram abatidos 7,08 milhões de cabeças de bovinos sob algum tipo de serviço de inspeção sanitária, o que representa queda de 4,4% ante o 2° trimestre de 2020, porém uma alta de 7,4% frente ao trimestre imediatamente anterior. Foi o resultado mais baixo para um segundo trimestre desde 2011. O mês de menor atividade no trimestre foi abril, (2,24 milhões de cabeças) enquanto junho apresentou o melhor desempenho (2,44 milhões).

O resultado mantém a tendência de retenção de fêmeas observada desde o início de 2020: o total de fêmeas abatidas foi de 2,59 milhões, o menor para um 2º trimestre desde 2003.

Ao mesmo tempo, os preços médios da arroba bovina e do bezerro mantiveram-se em patamares elevados e o volume de carne bovina in natura exportada foi o segundo maior obtido em um 2º trimestre, considerando a série histórica da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX/ME), com recorde para o mês de abril (125,50 mil toneladas).

O abate de 328,33 mil cabeças de bovinos a menos no 2º trimestre de 2021 frente ao mesmo período de 2020 foi ocasionado por reduções em 21 das 27 Unidades da Federação (UFs). Entre aquelas com participação acima de 1,0%, as reduções mais significativas ocorreram em:

Mato Grosso do Sul (-85,44 mil cabeças), Mato Grosso (-74,40 mil), Paraná (-67,66 mil), Rio Grande do Sul (-63,15 mil), São Paulo (-56,88 mil), Minas Gerais (-20,50 mil), Rondônia (-18,02 mil) e Bahia (-17,53 mil). Em contrapartida, as maiores variações positivas ocorreram em: Goiás (+81,40 mil), Pará (+77,26 mil), Tocantins (+4,51 mil) e Acre (+2,3 mil).

No ranking das UFs, Mato Grosso continua liderando o abate de bovinos, com 15,7% da participação nacional, seguido por Mato Grosso do Sul (11,3%) e Goiás (11,0%), que assumiu a posição anteriormente ocupada por São Paulo (10,2%) no trimestre equivalente de 2020.

No 2º trimestre de 2021, os curtumes investigados pela Pesquisa Trimestral do Couro receberam 7,51 milhões de peças de couro, aumento de 2,6% em relação ao adquirido no 2° trimestre de 2020 e aumento de 6,2% na comparação com o 1° trimestre de 2021.

Apesar do crescimento, a aquisição ainda está próxima aos níveis observados nos resultados trimestrais obtidos em 2003, por conta da redução de bovinos disponíveis para o abate no período. Cabe destacar que os curtumes investigados pela pesquisa são aqueles que efetuam curtimento de pelo menos 5 mil unidades inteiras de couro cru bovino por ano.

O comparativo entre os 2ºs trimestres de 2020 e 2021 indica uma variação positiva de 191,79 mil peças no total adquirido pelos estabelecimentos, proveniente de aumentos em nove das 19 Unidades da Federação participantes da pesquisa. As variações positivas mais expressivas, em Unidades da Federação com mais de 5,0% de participação na aquisição de couro, ocorreram no Paraná (+109,83 mil peças), Rio Grande do Sul (+97,98 mil), Pará (+52,13 mil) e Mato Grosso (+42,07 mil). Em contrapartida, as variações negativas mais significativas foram registradas em Rondônia (-154,98 mil), Goiás (-25,55 mil) e São Paulo (-17,41 mil).

Mato Grosso continua a liderar a relação de Unidades da Federação que recebem peças de couro cru para processamento, com 16,3% da participação nacional, seguido por Mato Grosso do Sul (13,5%) e Paraná (11,6%), que passou a figurar na posição anteriormente ocupada por São Paulo (10,7%).

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