Com colheita perto do fim, MS já vendeu 68% da safra de milho

| DOURADOSNEWS / ANDRé BENTO


Até o dia 10 passado, foram colhidos aproximadamente 1,914 milhão de hectares do cereal em território sul-mato-grossense - Crédito: Hedio Fazan/ Dourados News/ Arquivo

Mato Grosso do Sul já havia comercializado 68,00% do milho segunda safra 2021 até o dia 6 de setembro, conforme levantamento realizado pela Granos Corretora e citado pelo Siga-MS (Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio) no mais recente boletim Casa Rural. 

A publicação divulgada nesta semana pela Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul) e pela Aprosoja-MS (Associação de Produtores de Soja) detalha que o volume comercializado neste ano é 12% superior no comparativo com igual período do ciclo anterior.

Até o dia 10 passado, foram colhidos aproximadamente 1,914 milhão de hectares do cereal em território sul-mato-grossense, o equivalente a mais de 95% dos 2,003 milhões de hectares cultivados. 

Apesar do aumento de 5,7% da área plantada em relação à safra 2020, de 1,895 milhão de hectares, adversidades climáticas caracterizadas por estiagem, queda de granizo e geada motivaram a projeção de quebra de 40% no volume produzido, com expectativa de produtividade média de 52,3 sacas por hectare e produção de 6,285 milhões de toneladas.

Quanto ao mercado, porém, o boletim Casa Rural menciona que em setembro o preço médio da saca de 60 quilos de milho foi de R$ 81,09, alta de 65,80% em relação ao valor de igual período do ano passado, de R$ 48,91. 

No entanto, o documento pontua que “essas cotações não significam que o produtor está recebendo esses valores, uma vez que a comercialização ocorre gradualmente”, acrescentando que o preço da saca apresentou desvalorização de 1,23% entre os dias 6 e 13 deste mês, chegando a R$ 80,13. 

“Os preços do cereal seguem desvalorizado e a cotação de 13/09 foi 2,44% menor que o valor médio de R$ 82,13/sc registrado em 01/09. A volatilidade dos preços no mercado internacional combinada a reta final da colheita contribuem para manter o movimento negativo nos preços do cereal”, detalha o Siga-MS.

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