Professores da Universidade Federal de MS decidem sobre greve na quarta-feira

Categoria pede 19,99% de reajuste por perdas salariais durante governo Bolsonaro, embora não tenham reposição desde 2017

| CORREIO DO ESTADO / ANA CLARA SANTOS


Professores da Universidade Federal de MS decidem sobre greve na quarta-feira - Bruno Henrique

Professores de diversos cursos da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul irão se reunir em assembleia nesta quarta-feira para decidirem se irão ou não deflagrar greve em reivindicação ao reajuste salarial. 

De acordo com a Associação dos Docentes da UFMS (Adufms), o reajuste pleiteado é de 19,99%, referente às perdas salariais durante o governo de Jair Bolsonaro. Isto é, o índice foi calculado a partir de 2019 e não 2017, quando os docentes pararam de ter reajuste. 

O pedido de recomposição salarial faz parte de um movimento nacional coordenado pelo Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe).

Ainda de acordo com a entidade, a categoria protocolou um pedido de negociação junto ao Ministério da Economia, mas ainda não obteve resposta da pasta. 

No dia 23 de março, entidades filiadas ao Fórum, incluindo da Adufms, deflagraram, dia 23 de março, um indicativo de greve. Isto é, um aviso de que a paralisação geral pode acontecer a qualquer momento. 

Segundo o sindicato ainda é cedo para afirmar se a greve será geral, uma vez que o movimento tende a começar pelos profissionais sindicalizados e, apenas depois, ter o apoio dos demais, gerando uma paralisação total das atividades docentes em toda a universidade. 

Luta nacional 

Servidores federais, incluindo professores do ensino superior, estão em campanha unificada para reivindicar a recomposição de seus salários. De acordo com o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), o reajuste pedido é de 19,99%, que se refere à inflação acumulada durante os três anos de governo de Jair Bolsonaro, conforme o Índice de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA/IBGE). 

Contudo, ainda conforme a entidade, a perda salarial é maior, uma vez que os trabalhadores estão sem reajuste desde 2017, acumulando uma defasagem salarial de, pelo menos, 49, 28%. 

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