Morto em confronto com a PM no Guanandi era pistoleiro do PCC, diz polícia
Victor Kauan era suspeito do homicídio de Ryan Dionísio, morto a tiros na Nhanhá no ano passado
| MIDIAMAX/DANIELLE ERROBIDARTE
O rapaz de 23 anos, Victor Kauan Coelho de Souza, morto na noite deste sábado (25) em confronto com policiais da Força Tática era membro da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) e ocupava a função de pistoleiro, segundo fontes policiais. Ele estava com um revólver calibre 32 e atirou contra os militares após se esconder em uma edícula de sua casa, no Bairro Guanandi.
No muro da residência de Victor foram encontradas pichações em alusão à facção criminosa, como o número “1533'. Entre as passagens policiais dele, ele configura como suspeito do homicídio de Ryan Dionísio Ajala, de 19 anos, morto a tiros em fevereiro do ano passado na Vila Nhanhá. Durante as investigações, a Polícia Civil não identificou ligação dele com o crime.
Outras duas pessoas foram presas pelo homicídio – José Ribamar e Marcos Vinícius – e confirmaram envolvimento também na morte de Wenderson Felipe de Souza Gomes, em abril do ano passado. Os dois presos, assim como Victor, eram conhecidos como pistoleiros e por terem envolvimento com Tiago Almeida Paixão, conforme apurado pelo Jornal Midiamax.
Tiago Paixão cumpre pena no Presídio de Segurança Máxima acusado de chefiar o tráfico de drogas na região do Bairro Tijuca. Ele foi preso em dezembro de 2018 após investigações da Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico), e chegou pedir progressão para o regime domiciliar em 2021, mas foi negado.
As investigações apuraram que Tiago comandava o tráfico na região do Tijuca, movimentando até R$ 700 mil por mês, mantendo a família como quadrilha. A esposa de Tiago era sócia no esquema e recrutava pessoal para trabalhar, além de fazer pagamentos. A irmã e a cunhada produziam e embalavam a droga. Já o pai era fiscal de vendas e ainda havia uma pessoa que lavava dinheiro da venda do entorpecente.
Integrantes da organização criminosa chegavam a trabalhar 10 horas por dia, com uma hora de descanso e recebiam R$ 900 por mês. Com a família do tráfico foram apreendidos dinheiro em reais e dólares, relógios de luxo, droga e uma pistola. O criminoso também seria dono de imóveis em Santa Catarina e também no Estado que ultrapassavam R$ 5 milhões.
Passagens desde a adolescência
Além de ter sido suspeito do homicídio, Victor Kauan tinha passagens por ameaça, resistência, desacato, perturbação do sossego, lesão corporal dolosa e violência doméstica. Quando menor de idade, ele foi recapturado em fevereiro de 2018 por evadir da Unei (Unidade de Internação Educacional), onde cumpria pena com passagens por lesão corporal, roubo e porte ilegal de arma de fogo. Em dezembro do mesmo ano ele foi solto, mas voltou a cometer crimes.
Atirou contra os policiais
Policiais militares da Força Tática do 10º BPM (Batalhão da Polícia Militar) faziam rondas pelo Bairro Guanandi, quando encontraram o rapaz. Ao enxergar a viatura, ele teria se levantado e quase deixado cair um objeto que aparentava ser uma arma de fogo, e estava enrolado em uma camiseta.
Em seguida, Victor entrou em uma residência na Rua Valparaíso, batendo o portão. Os militares precisaram pular o muro, mas o suspeito correu para os fundos da residência. Quando ordenado que ele parasse, ele ainda se escondeu em uma edícula nos fundos do terreno.
Em dado momento, ele saiu e apontou um revólver calibre 32, sem numeração aparente, para os policiais e começou a disparar. Os policiais revidaram com três tiros e o suspeito caiu ao solo.
Ele foi socorrido até o Hospital Regional mas, minutos após receber atendimento, o médico informou que ele não resistiu. Posteriormente, foi identificado que a arma possuía três capsulas picotadas, ou seja, que foram disparadas mas não deflagraram.
O local foi preservado para passar por perícia. Na residência foram encontradas porções de maconha, duas munições calibre 38, três celulares e uma balança de precisão. A arma utilizada pelo policial que disparou também foi apreendida.
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