IVINHEMA: Padrasto é preso suspeito de dopar e abusar sexualmente da enteada de 9 anos

| IVI NOTíCIAS


Polícia Civil de Ivinhema registrou o caso. - Foto Ivinoticias

Na tarde do dia 22/01/2020 chegou ao conhecimento da equipe da Delegacia de Polícia de Ivinhema, através do Conselho Tutelar, a informação de que uma criança de 9 anos de idade havia sido atendida em uma unidade de Posto de Saúde ESF, sendo que, durante a consulta, o médico constatou que a menor apresentava lesões na área genital, e, ao ser questionada, a criança reclamou muito de dores nas partes íntimas e informou que havia sido abusada várias vezes pelo ex-padrasto, o qual considera como pai.

Conforme apurou o Site Ivinoticias, diante dos fatos, o médico acionou o Conselho Tutelar, o qual, por sua vez, encaminhou a criança até a Delegacia de Polícia.

A criança estava acompanhada pela avó, a qual, durante o seu depoimento, relatou que a vítima possui uma irmã que é filha biológica do suspeito, sendo que sempre que a irmã pernoitava na residência do pai, a vítima a acompanhava. A vítima retornou para a casa da avó na noite do dia 20/01/2020, após pernoitar na residência do suspeito por vários dias, sendo que na manhã do dia 21/01/2020 começou a queixar-se que estava sentindo dores nas partes íntimas.

DOPAVA A CRIANÇA

A avó relatou que inicialmente suspeitou que a criança estivesse com infecção urinária, tendo dito isso a ela, momento em que a menor contou que o ex-padrasto havia inserido o pênis na vagina e no ânus dela, e que, antes de dormir, o suspeito, o qual é profissional da área da saúde, amassava um comprimido na pia e colocava em seu Toddynho, lhe dando a referida bebida para ingerir antes de dormir, dopando-a. A criança narrou para a avó que a referida bebida a deixava sonolenta, ocasião em que o suspeito começava a abusá-la sexualmente, sendo que o ato demorava várias horas. Segundo os relatos, durante o último abuso, a menor bateu na cara do suspeito, todavia, não adiantou, haja vista que ele continuou praticando os atos sexuais. Consta ainda que os abusos ocorrem há aproximadamente 1 ano, sendo que, durante esse período, por várias vezes, a criança dormia com roupa e, no momento em que acordava suas vestes estavam abaixadas.

Diante dos relatos, foi registrada a respectiva ocorrência policial na Delegacia de Polícia Civil de Ivinhema, sendo que a vítima foi encaminhada para a realização de exame pericial, bem como para a contracepção de emergência e na profilaxia das IST e do HIV.

Ademais, durante as investigações, a equipe policial obteve as informações de que o suspeito já estava com a passagem comprada para viajar para outro Estado da Federação, localizado na região norte do país, nos próximos dias.

Diante de tal fato, a Delegada de Polícia responsável pelo caso, Dra. Gabriela Ribeiro de Souza e Violin, para a garantia da ordem pública e aplicação da lei penal, representou pela prisão preventiva do suspeito, a qual foi decretada pelo Juiz de Direito da 2ª Vara da Comarca de Ivinhema.

Imediatamente após a expedição do mandado prisional, no final da tarde de ontem (23/01/2020), uma equipe da Delegacia de Polícia Civil de Ivinhema/MS, comandada pela Dra. Gabriela Ribeiro S. e Violin, composta pelos Investigadores de Polícia Marcela C. Buzzachera, Elizangela C. Dias, Ageomarq F. Quintana, Donizete J. dos Santos e pela escrivã Paula C. Oliveira, iniciou diligências visando cumprir o referido mandado de prisão, tendo logrado êxito em localizar o suspeito e conduzi-lo até esta unidade policial, onde todos os seus direitos foram resguardados.

A Delegada Dra. Gabriela ressalta que é muito triste quando uma criança inicia sua compreensão da vida sob a perspectiva mais inclemente da selvageria, destacando acerca da necessidade e importância de que a população denuncie esse tipo de violência, uma vez que o silêncio só robustece a reiteração da prática de tais crimes, já que fomenta a perspectiva de que os agressores estariam sob o manto da impunidade.

A delegada ainda frisou que o resultado alcançado apenas foi possível em virtude do comprometimento e eficiência da equipe de investigadores e escrivães da Polícia Civil de Ivinhema, além da rápida apreciação do caso pelo Poder Judiciário e pelo Ministério Público.

Interessante esclarecer que em razão da proibição contida na Lei 13.869/2019 nome e fotos do investigado não foram fornecidos para exibição nesta matéria.

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