Em MS, 900 mil trabalhadores terão direito a R$ 500 milhões de saque do FGTS

CEF começou a creditar até R$ 1.045 nas contas; hoje também foi dia de saque do auxílio emergencial nas agências

| SILVIA FRIAS E CLAYTON NEVES / CAMPO GRANDE NEWS


Na agência do Tijuca, cerca de 30 pessoas aguardavam atendimento (Foto: Kisie Ainoã)

Em Mato Grosso do Sul, 900 mil trabalhadores terão direito ao saque emergencial do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) no total de R$ 500 milhões. O crédito em conta começou a ser feito hoje (29), disponível pela retirada a partir de 25 de julho. Também foi dia de beneficiários do auxílio emergencial sacarem a 3ª parcela dos R$ 600 e quem procurou agência não teve dificuldade se surpreendeu em não encontras grandes filas.

O novo saque do FGTS tem como objetivo enfrentar o estado de calamidade pública em razão da pandemia da covid-19. No total, serão liberados, de acordo com todo o calendário, mais de R$ 37,8 bilhões, para aproximadamente 60 milhões de trabalhadores.

O pagamento do saque emergencial do FGTS será realizado por meio de crédito na conta poupança social digital, aberto automaticamente pela Caixa em nome dos trabalhadores. O valor é de R$ 1.045, considerando a soma dos saldos de todas as contas ativas ou inativas com saldo no FGTS.

Procura - como o dinheiro será creditado, com saque disponível para julho, a procura hoje, nas agência, ainda foi de beneficiários do auxílio emergencial.

Hoje começou o pagamento da 3ª parcela do auxílio emergencial de R$ 600 aos benefícios do Bolsa Família que tem NIS (Número de Identificação Social) final 9.

O pagamento está sendo dado a 1,9 milhão de pessoas. Nesta segunda-feira não há pagamento para quem não é do Bolsa Família. Quem tem NIS de 1 a 8 já teve benefício depositado e o depósito do auxílio para o público em geral recomeça amanhã (30) para aniversariantes de março e abril.

Por isso, as filas foram bem menores nesta segunda-feira, em comparação a grande procura registrada desde o início do pagamento do benefício. A manicure Cleonice Aparecida de Souza, 51 anos, foi até a agência da Avenida Gunter Hans, no Tijuca, para sacar a 2ª parcela para o 2º lote dos aprovados no benefício, que começou a ser paga no sábado.

“Movimento nem se compara de antes',disse Cleonice. Na agência, pouco mais de 30 pessoas aguardavam atendimento na fila. O dinheiro, que já ajudou a pagar as contas de casa, terá o mesmo destino este mês.

O autônomo Sidnei Arantes de Souza, 61 anos, ainda não tinha sacado nem a 1ª parcela, pois estava na zona rural e foi até agência para conseguir retirar o benefício. “Deu alegria de ver a fila pequena', disse, explicando que tem receio da contaminação e temia aglomeração na agência. O dinheiro vai ajudar para não “passar apuro' e serve de sustento para ele, esposa e os cinco filhos.

A vendedora de cachorro-quente Marineide Alves dos Santos, 47 anos, teve problema em uma das parcelas, que foi sacada e usada indevidamente por terceiros. Depois que o problema foi resolvido, veio receber mais uma parcela do benefício. “Da outra vez a fila estava grande, cheguei 8h, saí 11h e pouco, demorou; agora, menos de uma hora'. Ela também ficou aliviada de não ver aglomeração, por receio da covid-19. Marineide cuida do neto de 6 anos e, nos fundos da casa no bairro Guanandi, moram a mãe e o padrasto.

A reportagem passou pelas agencias da região central e da Bandeirantes e não havia fila antes da abertura dos bancos.

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