MEC promete protocolo e R$ 525 milhões para retorno às aulas presenciais

| ESTADãO CONTEúDO


Ministro da Educação Milton Ribeiro em reunião no Congresso. Foto: Isac Nóbrega

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, disse nesta quinta-feira, 17, que a pasta irá distribuir R$ 525 milhões a escolas para preparar o retorno às aulas presenciais, interrompidas pela pandemia da covid-19. A medida já havia sido anunciada na última quarta, 15, durante coletiva de imprensa do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A ideia é que o recurso sirva para a compra de produtos de higiene, desinfecção e reformas das unidades de ensino. A pasta ainda promete lançar um protocolo de biossegurança, como já foi elaborado para a educação superior. Segundo Ribeiro, este valor será enviado diretamente às instituições, ou seja, não será administrado por Estados e municípios. Devem ser beneficiados 116,75 mil escolas públicas e 36,85 milhões de alunos. 'Entra direto no caixa', disse ele. O ministro participou de audiência de comissão Congresso Nacional que discute a resposta do País à pandemia. O ministro afirmou que a decisão sobre data para reabrir escolas não é do MEC, mas de Estados e municípios. 'Se dependesse de mim, retornávamos amanhã, mas temos os riscos', afirmou Ribeiro. Ele disse contar 'com retorno o mais breve possível da volta às aulas'. 'Para pegar esse fim de ano e deixar a criançada animada ao ano que vem.' Corte no MEC - O ministro confirmou que o governo impôs um corte de R$ 1,57 bilhão nas contas do MEC deste ano. Revelada pelo Estadão, a tesourada reduzirá 80% da verba de 'desenvolvimento da educação básica'. Os valores, também retirados de outros ministérios, bancarão obras no momento em que o presidente Jair Bolsonaro percorre o País em palanques para inaugurações. 'Fui pessoalmente ao Planalto tentar reverter. Mas estava já encaminhado, considerando que gestores anteriores não executaram e empenharam valores', disse Ribeiro. O ministro afirmou que o programa de educação em tempo integral será 'duramente atingido' pelo corte. Ele atribuiu a este programa parte da melhora no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) deste ano. 'Pacificar' - Sucessor de Abraham Weintraub no MEC, Ribeiro disse aos parlamentares que tem perfil discreto e pretende 'pacificar' a Eduacação. 'Tenho sido criticado por instituições que mais à direita, por eu abrir conversa com pessoas tidas como de radicalismo ideológico. Disse ao presidente que quero ouvir a todos, pacificar.'

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