Fronteira em guerra: identificados os 4 corpos de homens ligados a Fahd Jamil

Um é paraguaio e três são brasileiros, dois deles sobrinhos de Fahd Jamil

| HELIO DE FREITAS, DE DOURADOS / CAMPO GRANDE NEWS


Bombeiros removem terra sobre os quatro corpos (Foto: Marciano Candia/Última Hora)

Foram identificados os quatro corpos encontrados na manhã desta quinta-feira (26) na zona rural de Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia vizinha de Ponta Porã (MS), a 323 km de Campo Grande.

Como o Campo Grande News havia anunciado mais cedo, os mortos são os brasileiros e Felipe Bueno, Riad Salem Oliveira, Muriel Moura Carneiro Correia – os dois sobrinhos de uma das mulheres de Fahd Jamil, o “Rei da Fronteira' – e o paraguaio Cristian Gustavo Torales Alarcón, motorista do cassino Guarani, onde os quatro foram sequestrados na noite de segunda-feira (23).

Os corpos estavam enterrados em uma cova rasa, uns sobre os outros, perto de uma lavoura de soja na Colônia 204, a 20 quilômetros do centro de Pedro Juan Caballero.

Conforme a polícia paraguaia, os homens foram torturados e executados com tiros na cabeça. Muriel Correia era filho de Clerio Carlos Corrêa, irmão da segunda mulher de Fahd Jamil, Cledina Correia. Clerio morreu de infarto em setembro de 2019, aos 62 anos. O Volkswagen Polo azul encontrado queimado na manhã de terça-feira (24) estava registrado em nome de Clerio.

O outro parente de Fahd, Riadi Salem Oliveira, é neto de Maria Nilva, outra irmã de Cledina. Além de motorista do cassino, Gustavo seria empregado de Flavio Jamil Georges, o Flavinho, filho de Fahd Jamil com Cledina. Não se sabe ainda qual era a ligação de Felipe Bueno com a família Jamil.

Existem duas hipóteses para o sequestro e execução dos quatro rapazes. Uma delas seria uma briga entre o filho de Fahd Jamil, Flavinho Jamil Georges, com o parente de outro bandido da fronteira durante festa de aniversário.

Os quatro mortos estariam acompanhando Flavinho na festa. Como não conseguiram pegar o filho de Fahd, os rivais se vingaram nos empregados dele. Os quatro foram levados segunda-feira à noite do cassino Guarani, em Pedro Juan Caballero.

Outra versão envolve a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), que estaria aproveitando o momento de enfraquecimento da quadrilha de Fahd Jamil para atacar o “ex-rei da fronteira'. Entretanto, fontes da fronteira afirmam que essa é a hipótese menos provável.

O comissário Rubén Galeano, da Polícia Nacional, confirmou que existiam boatos sobre o desaparecimento de várias pessoas após uma festa de aniversário, mas os familiares não chegaram a registrar denúncia.

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