Boi cai a R$ 310 em SP e milho continua subindo; veja notícias desta terça

As cotações da soja também começaram o mês de maio em queda, de acordo com o Cepea

| CANAL RURAL/POR FELIPE LEON, COM AGêNCIAS DE NOTíCIAS


Boi: arroba chega a R$ 310 em São Paulo, diz Safras & Mercado

Milho: saca segue valorizando com dificuldade de abastecimento

Soja: preços iniciam maio em queda no Brasil

Café: arábica cai pelo quarto dia em Nova York

No exterior: Powell reafirma cautela com recuperação econômica

No Brasil: balança comercial de abril tem maior superávit em 33 anos

Agenda:

Brasil: índice de preços ao produtor de março (IBGE)

Brasil: dados sobre as lavouras do Paraná (Deral)

EUA: balança comercial de março

O movimento de melhora da oferta segue impactando negativamente os preços da arroba no mercado físico brasileiro de boi gordo. Em São Paulo, a arroba recuou de R$ 311 para R$ 310 na comparação diária, de acordo com a consultoria Safras & Mercado. O analista Fernando Iglesias diz que a semana começou com um maior volume de boiadas ofertadas no físico.

Segundo os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), em abril, foram exportadas 125,47 mil toneladas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada. Dessa forma, o resultado representou o melhor abril de toda a série histórica, mesmo com a forte perda de ritmo na última semana do mês, que pode ter sido causada pela queda do dólar em relação ao real.

O mercado brasileiro de milho abriu a primeira semana de maio com novas valorizações em grande parte das praças pesquisadas pela Safras & Mercado. Segundo a consultoria, permanece o cenário de dificuldade de abastecimento no Centro-Sul, sendo que apenas com a entrada da safrinha a situação pode se normalizar parcialmente. Em Cascavel (PR), a cotação ficou em R$ 105, e em Campinas (SP), ficou em R$ 104 por saca.

As exportações de milho alcançaram 130,87 mil toneladas em abril. Como no mesmo mês de 2020 a quantidade embarcada foi praticamente inexistente, o resultado de 2021 representou um crescimento de 1854,4% na comparação anual. Sazonalmente, abril é o mês com menor volume embarcado, que começa a crescer apenas entre junho e julho.

O indicador da soja do Cepea, calculado com base nos preços praticados no porto de Paranaguá (PR), iniciou o mês de maio em baixa. A cotação variou -1,45% em relação ao dia anterior e passou de R$ 179,72 para R$ 177,12 por saca. Desse modo, no acumulado do ano, o indicador teve uma alta de 15,09%. Em 12 meses, os preços alcançaram 67,63% de valorização.

Em abril, as exportações brasileiras de soja chegaram a 17,38 milhões de toneladas e isso representou o maior volume já embarcado em toda a série histórica. Na comparação anual, houve um aumento de 16,9% nos embarques. De acordo com os analistas, o atraso da colheita favoreceu este recorde em abril e a projeção é que os números sigam fortes em maio.

Em Nova York, as cotações do café arábica recuaram pelo quarto dia consecutivo em movimento de realização de lucros após atingirem o maior patamar em quatro anos. O vencimento para julho fechou o dia com queda de 0,85% e ficou cotado a US$ 1,4025 por libra-peso.

No Brasil, o indicador do café arábica do Cepea ficou praticamente estável. A cotação variou -0,07% em relação ao dia anterior e passou de R$ 782,59 para R$ 782,03 por saca. Dessa forma, no acumulado do ano, o indicador valorizou 28,90%. Em 12 meses, os preços alcançaram 36,29% de alta.

Em discurso realizado nesta segunda-feira, 3, o presidente do Banco Central dos Estados Unidos (Fed), Jerome Powell, reafirmou falas anteriores de cautela com a recuperação econômica. Apesar de ressaltar a melhora, Powell destaca que o avanço está mais lento para os trabalhadores de renda mais baixa. Sendo assim, novos pacotes de auxílio devem ser pensados, na opinião dele.

Os investidores seguem no aguardo dos dados de mercado de trabalho norte-americano a serem divulgados entre quarta e sexta-feira. A expectativa majoritária é de os resultados continuem mostrando recuperação robusta dos empregos. No lado negativo, o mercado monitora a situação da Covid-19 na Índia.

A desvalorização do real em relação ao dólar e a recuperação econômica global impulsionaram o superávit da balança comercial brasileira. Em abril, o resultado positivo foi o maior da série histórica, que já tem 33 anos. De acordo com os dados do Ministério da Economia, o saldo foi de US$ 10,3 bilhões em abril, sendo US$ 26,4 bilhões em exportações e US$ 16,1 bilhões em importações.

O bom desempenho da balança foi puxado pela agropecuária, que exportou US$ 8,23 bilhões, e pela indústria extrativa, com um total de embarques de US$ 6,46 bilhões em abril. China e Estados Unidos foram os destaques entre os destinos dos produtos brasileiros. O primeiro aumentou em 37% as compras e o segundo em 15,30% na comparação com abril do ano passado.

Quer receber notícias do Site MS NEWS via WhatsApp? Mande uma mensagem com seu nome para (67) 9 9605-4139 e se cadastre gratuitamente!


PUBLICIDADE
PUBLICIDADE