Anvisa volta a liberar uso de detergentes e desinfetantes da Ypê

Produtos com lotes recentes já podem ser usados, mas lava-roupas seguem recolhidos

| GENIFFER VALERIANO / CAMPO GRANDE NEWS


Lotes de produtos da Ypê foram suspensos pela Anvisa devido ao risco de contaminação microbiológica (Foto: Reprodução/Instagram)

Detergentes, desinfetantes e lava-roupas da marca Ypê, produzidos pela Química Amparo Ltda, voltaram a ser liberados para uso nesta segunda-feira (22). A suspensão foi iniciada em 7 de maio, após suspeita de risco de contaminação microbiológica.

De acordo com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), a liberação abrange produtos fabricados a partir de 1º de janeiro de 2026. A decisão foi tomada após a empresa apresentar laudos considerados satisfatórios para todos os lotes de detergentes e desinfetantes produzidos neste ano.

Entre os produtos liberados para uso estão:

  • Lava-louças com enzimas ativas Ypê
  • Lava-louças Ypê
  • Lava-louças concentrado Ypê Green
  • Lava-louças Ypê toque suave
  • Desinfetante Bak Ypê
  • Desinfetante Pinho Ypê

Apesar da liberação parcial, o recolhimento voluntário dos produtos fabricados até 31 de março de 2026 continua. Segundo a Ypê, a medida é preventiva e faz parte da estratégia de mitigação de riscos e normalização operacional prevista em plano aprovado pela Diretoria Colegiada da Anvisa.

Os lava-roupas da marca seguem incluídos no recolhimento voluntário. Confira a lista:

  • Tixan Ypê Combate ao Mau Odor
  • Tixan Ypê Cuida das Roupas
  • Tixan Ypê Antibac
  • Tixan Ypê Coco e Baunilha
  • Tixan Ypê Green
  • Tixan Ypê Express
  • Tixan Ypê Power Act
  • Tixan Ypê Premium
  • Tixan Ypê Maciez
  • Tixan Ypê Primavera
  • Tixan Ypê Power Act

Relembre - A crise envolvendo a gigante dos produtos de limpeza começou no fim de novembro de 2025, quando a própria Ypê realizou um recolhimento voluntário de lotes de sabão líquido após identificar a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em suas linhas de produção.

O cenário se agravou entre os dias 27 e 30 de abril deste ano, quando técnicos da vigilância sanitária realizaram uma auditoria minuciosa na fábrica da Química Amparo Ltda., em Amparo (SP). O relatório da inspeção apontou 76 irregularidades sanitárias graves, expondo falhas severas no controle de qualidade microbiológico e o descumprimento de Boas Práticas de Fabricação.

Diante do risco iminente de novas contaminações, a Anvisa adotou uma medida drástica em 7 de maio de 2026, publicando uma resolução que proibiu a fabricação e determinou o recolhimento de mais de 100 lotes de detergentes, desinfetantes e lava-roupas que terminavam com o dígito '1'.

Em resposta, a Ypê contestou administrativamente a abrangência da punição e apresentou laudos de laboratórios independentes para acalmar o mercado, mas paralisou voluntariamente as linhas afetadas para iniciar uma reestruturação profunda, anunciando um plano de investimentos de R$ 130 milhões em modernização e segurança fabril.

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