Costela-de-adão vira assunto de defesa agropecuária por risco de pragas

Queridinha dos “pais de plantas', espécie terá entrada controlada por certificado e inspeção

| KAMILA ALCâNTARA / CAMPO GRANDE NEWS


Planta Monstera, conhecida popularmente como costela-de-adão (Foto: Reprodução)

Planta queridinha dos “pais de plantas', a costela-de-adão entrou oficialmente no radar da defesa agropecuária brasileira. Portaria publicada pelo Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) estabelece novas regras para a importação de mudas in vitro de Monstera spp., gênero que inclui a espécie ornamental famosa pelas folhas grandes e recortadas.

A medida vale para mudas produzidas em qualquer país e mira um mercado cada vez mais movimentado por colecionadores, floriculturas e produtores de plantas ornamentais. Muito procurada na decoração de casas, apartamentos e escritórios, a Monstera virou objeto de desejo também em versões raras, variegadas e importadas, o que aumenta a circulação internacional desse tipo de muda.

Pela nova regra, todo envio de mudas in vitro de Monstera terá de vir acompanhado de Certificado Fitossanitário, emitido pela ONPF (Organização Nacional de Proteção Fitossanitária) do país de origem. Ao chegar ao Brasil, a carga ainda poderá passar por inspeção no ponto de entrada e coleta de amostras para análise em laboratórios oficiais ou credenciados pelo ministério.

A preocupação não é com a planta em si, mas com o que pode vir junto. O objetivo é impedir a entrada de pragas quarentenárias, aquelas que podem representar risco à agricultura, ao meio ambiente ou à produção nacional de plantas ornamentais.

Caso seja encontrada alguma praga considerada perigosa, as mudas poderão ser destruídas ou devolvidas ao exterior. O Brasil também poderá suspender temporariamente as importações desse tipo de material até revisar a análise de risco.

A portaria trata especificamente de mudas in vitro, produzidas em laboratório, em ambiente controlado. Mesmo assim, o controle será obrigatório. Os custos de envio de amostras e das análises fitossanitárias ficarão por conta do interessado na importação.

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